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A Rainha Exilada – Convivendo com inimigos

Ao ler “O Rei Demônio”, primeiro livro da série “Os Sete Reinos”, me surpreendi com uma história muito melhor do que imaginava, com um enredo instigante, violento e cheio de intrigas políticas. Minha expectativa com “A Rainha Exilada” foi de ler uma história ainda mais sangrenta, devido ao desfecho do livro anterior. Surpreendi-me outra vez!
Nada do que eu contarei aqui é spoiler!

A Rainha Exilada

A Rainha Exilada

Nesta sequência, Han Alister, após ver sua mãe e irmã caçula serem brutalmente assassinadas e descobrir que é um feiticeiro descendente de Alger Waterlow (o Rei Demônio), vai com seu amigo Dançarino de Fogo para a Mystwerk: os clãs bancaram os estudos de Alister em troca de sua ajuda contra o Conselho dos Magos. Ele continua sendo procurado pela tentativa de assassinato do Grão Mago, quando este tentou roubar o amuleto Waterlow.

Na Academia, Han se vê cercado de inimigos por todos os lados, inclusive os gêmeos Bayar, que querem matá-lo e recuperar o amuleto. Como eles estão em uma jurisdição diferente dos sete Reinos, Alister não pode ir preso ali. Só que isso não quer dizer que a Academia está livre das intrigas políticas. Han Alister se vê usado por três lados: a reitora, que quer dar conhecimento para ele e o ameaça de entregá-lo ao Grão Mago, caso ele não se uma ao Conselho dos Magos contra os clãs e não mate os Bayar na sua Academia; um aliado misterioso, que deseja de todas as maneiras matar os Bayar – e, talvez, o próprio Alister; e os clãs, que estão bancando seus estudos.

Não obstante, vemos também a Princesa Raisa Ana’Marianna se refugia, para evitar o golpe que os Bayar e o conselho dos Magos querem dar, casando-a com Micah Bayar, desobedecendo ao equilíbrio da Naéming e, assim, criando uma guerra entre os magos e o clã. Raisa, assumindo a identidade de Rebecca Morley, se junta a Amon Byrne e sua jovem guarnição, os Lobos Gris, e vão para a Academia Wien, onde os cadetes são treinados. Raisa pretende aprender as técnicas de combate, estratégias e a história dos Sete Reinos, para assim poder ser uma Rainha melhor. Porém, antes disso, Raisa foi criada reclusa do mundo e, conseqüentemente, ainda é muito mimada e vive num “mundo de fantasia”, por melhores que sejam as suas intenções. Em “A Rainha Exilada”, Raisa vê que, se pretende alcançar seu objetivo, precisa amadurecer rapidamente.

O Rei Demônio" (esquerda) e "Rainha Exilada" (direita). Primeiro e segundo livro da série "Os Sete Reinos", respectivamente.

O Rei Demônio” (esquerda) e “Rainha Exilada” (direita). Primeiro e segundo livro da série “Os Sete Reinos”, respectivamente.

Em “A Rainha Exilada”, Cinda Williams Chima deixa o leitor em permanente estado de expectativa, colocando seus personagens no centro de guerras e em academias vizinhas, sem que um possa encontrar o outro, além de fazê-los ter que conviver com inimigos lado a lago, tendo que lidar com a política local e olhando o tempo todo por cima do ombro. Sua narrativa em terceira pessoa se adapta muito bem aos personagens abordados nos capítulos, seja Han Alister, Raisa, Amon, etc.
A série “Os Sete Reinos” é uma história com personagens complexos, violência e intrigas políticas, e é extremamente indicada para fãs de “As Crônicas de Gelo e Fogo” (que deu origem à série “Game of Thrones”) de George R.R. Martin.

Ficha Técnica:

Título: A Rainha Exilada
Título original: The Exiled Queen
Série: Os Sete Reinos #2
Autor: Cinda Williams Chima
Editora: Suma de Letras Brasil
Capa: Brochura
Edição:
Ano: 2015
Número de páginas: 453
Tradução: Ana Resende e Regiane Winarski
ISBN: 978-85-8105-240-3



Raniere Sofia, 33 anos, criador da Encontros Literários, leonino, nascido em Angra dos Reis, morador do Rio de Janeiro, vascaíno, escritor, estudante de Estatística na UERJ, fã de Stephen King, Tolkien, Star Wars, Marvel, C.S. Lewis, Douglas Adams, e Doctor Who (começou a acompanhar a série clássica em 2014). Leitor compulsivo e cinéfilo.