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Conheça Simplesmente o Paraíso, da mais nova série de Julia Quinn

Honoria Smythe-Smith fora uma criança curiosa. Aos seis anos, corria atrás do irmão Daniel e seu melhor amigo, Marcus Holroyd. Além de Daniel, Honoria possuía mais cinco irmãos, mas como a maioria era mais velha e, inclusive, já estavam casados, sobrava para Daniel, de doze anos, aturar a insistência de Honoria. E a garota era teimosa. Batia o pé e gritava por atenção até que eles cedessem e a levassem para pescar junto.

Marcus, por sua vez, tivera uma infância solitária. Ele mal vira a mãe cinco vezes antes que ela falecesse, e o pai considerou que o filho estava numa idade boa para conversar somente aos dez anos, quando se tornou um pouco mais próximo dele, mas somente para ensinar o filho a como comandar o lugar. Logo, foi enviado ao colégio, onde teve a sorte de encontrar Daniel. Tímido, sem saber como se comunicar da forma certa com as pessoas,  aprendeu o que significava o amor de família com Daniel, que sempre que possível o levava para a casa dos Smythe-Smith.

Foi ali que conheceu e construiu uma amizade com Honoria.

Mas a garotinha havia crescido.

Com 21 anos, Honoria estava desesperada por um marido. A primeira temporada de bailes já havia acabado, e sabia que precisava se casar na segunda. E Honoria tinha o candidato perfeito em vista. Gregory Bridgerton. Ela não estava apaixonada nem nada pelo rapaz, mal haviam trocado poucas palavras, mas ela estava sem opções, e ele era uma opção completamente viável.

No entanto, Marcus estava dificultando a tarefa. Daniel fora exilado da Inglaterra para a Itália após se meter em intrigas, e fez com que Marcus prometesse que cuidaria de Honoria e afastaria todos os pretendentes que não estivessem à sua altura. Marcus odiava comparecer aos bailes em Londres, mas o fazia em honra à promessa que fez ao melhor amigo, e também por se importar com Honoria. Desde a partida de Daniel, eles se encontraram poucas vezes, mas ela ainda permanecia em sua mente.

Um dia, Honoria vai com as primas Sarah e Iris à Cambridge visitar sua amiga Cecily. Por acaso, a propriedade de Marcus é vizinha à de Cecily, e Honoria se vê de volta às conversas descontraídas e confortáveis que tinha com Marcus, agora Lorde Chaterris. Ele continua a zombar da irmã caçula de Daniel, e tudo transcorre naturalmente, como se nunca houvessem se distanciado. Honoria sempre se referiu a ele como um irmão, mas depois que as primas demonstram interesse no rapaz, ela começa a vê-lo com outros olhos. E quando recebe uma carta alertando que Marcus está em péssimas condições, gripado e com uma grave infecção, ela não pensa duas vezes antes de convocar a mãe e sair rumo à casa do Lorde Chaterris. Ela nem mesmo sabe o que fará lá, como poderá ajudá-lo, mas não se importa. Marcus não tem pais, não tem família, e não deve ficar sozinho num momento daqueles. Ela não queria deixá-lo sozinho. Queria estar lá por ele, queria ajudá-lo, queria desesperadamente que ele melhorasse. Sem ele, ela se sentia vazia. Será que estava começando a se apaixonar pelo melhor amigo de seu irmão?

 

HONORIA SMYTHE-SMITH:

a) É verdadeiramente uma má violinista

b) Ainda se incomoda de que a chamassem de Percevejo quando era uma menina.

c) NÃO está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão mais velho.

d) Todas as alternativas anteriores.

 

MARCUS HOLROYD:

a) É o Conde de Chatteris

b) É infelizmente propenso a torcer um tornozelo

c) NÃO está apaixonado pela irmã mais nova de seu melhor amigo

d) Todas as alternativas anteriores.

 

JUNTOS ELES:

a) Comem enormes porções de bolo de chocolate

b) Sobrevivem a uma febre mortal e a pior noite musical do mundo

c) Apaixonam-se desesperadamente.

 

Julia Quinn é simplesmente a rainha dos romances de época. Quando soube que a editora Arqueiro lançaria a nova série da autora, eu já tive a certeza que podia contar com quatro histórias magníficas de tirar o fôlego. Pelo primeiro volume, posso ver que eu estava certa. Julia Quinn acertou em cheio mais uma vez!

O Quarteto Smythe-Smith, ao contrário do que eu e muitos outros imaginavam, não fala sobre Honoria e seus irmãos. Na verdade, além de Daniel, pouco é citado os seus outros irmãos. A família Smythe-Smith instituiu, em anos passados, a apresentação de um musical, o que virou uma tradição. A cada ano, quatro garotas da família tocam para a platéia. Mas o problema é que elas tocam muito mal. E ainda assim a tradição prosseguia. Dessa forma, a série conta a história das integrantes do musical. Honoria, suas primas Sarah e Ingrid, e mais uma mulher, que não contarei quem é para não estragar a surpresa, mas que fará par com Daniel.

Em algumas partes, personagens conhecidos como Gregory e Colin Bridgerton, assim como Lady Danbury, fazem aparições importantes. É uma sensação muito boa e nostálgica encontrar os nossos Bridgertons inseridos, mesmo que indiretamente, na história.

Quanto ao casal, só tenho elogios. Marcus é um homem recluso e sério que mantêm sua barreira erguida. Os únicos que conseguiram quebrá-la foram Daniel e Honoria, e por eles se conhecerem desde criança, é uma relação bonita, sem tantas desavenças e provocações como em outros livros do gênero. O carinho com o qual Honoria cuida de Marcus é tocante, e apesar do jeito inseguro de Marcus, ele não luta contra o que está sentindo.

Simplesmente o Paraíso é uma obra leve, romântica e completamente envolvente. O tipo de livro que você pega pensando que irá apreciá-lo com calma, e quando se dá conta, já está terminando e ansiando pelos próximos volumes. A editora Arqueiro também está de parabéns pela edição e pela capa elegante.

 

FICHA TÉCNICA:

Título: Simplesmente o Paraíso
Título Original: Just Like Heaven
Autora: Julia Quinn
Série: Quarteto Smythe-Smith #1
Editora: Arqueiro
Formato: Brochura
Edição: 1
Ano de edição traduzida: 2017
Número de páginas: 272
ISBN: 9788580416626



Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo ou ouvindo música.