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Ink me

Ink me: yes, please!

Meu Deus do céu, alguém me abana, que eu não sei lidar com esse livro. Olha, eu já li muito livro com pegada hot, mas esse aqui é de fazer você transpirar por partes que você nem sabia que tinha e… Ok, estou soando meio vulgar, né? O que posso fazer se esse livro é maravilhoso?

Ink Me, como o nome já indica, se passa em um estúdio de tatuagem. Isso me conquistou de cara! Um estúdio cheio de gente gata, pintada, talentosa e sensual, o que mais eu quero? Em um livro só, encontramos um enredo maravilhoso, uma escrita deliciosa, personagens cativantes e muita, muuuita arte!! Aliás, isso é o mais legal de Ink Me: não há ilustrações, mas você visualiza direitinho as artes citadas. E olha que isso é bem difícil pra pessoas sem muita memória fotográfica, como… eu. Ponto para a autora!

Ink me

Vamos à sinopse!

Cara Wilson é uma artista viciada em controle e coberta em dívidas, que vive de aluguel em um pulgueiro. Tem uma vida dura, um salário que mal paga a comida, e um passado cheio de complicações.

Após perder todas as oportunidades de emprego, Cara encontra a luz do fim do túnel no Ink Me, um estúdio de tatuagem no centro de Toronto, popular como seu dono frio, irônico e debochado, Derek Jones.

Vulgarmente conhecido como Hammer, Derek é o típico personagem durão e desprovido de sentimentos, orgulhoso e em uma luta eterna com seus fantasmas do passado, como um grande segredo sobre sua família, uma terrível lembrança de sua ex-namorada e um alter ego perigosíssimo.

Será que Cara e Derek, tão diferentes, se destruirão em orgulho e controle? Ou eles travarão uma luta muito maior do que o Ink Me? Uma leitura cheia de orgulho, desejo, traumas, poder e obsessão. Como uma tatuagem, Ink Me vai marcar você.

 

Sim, senhor. Ink Me vai marcar você mesmo. Em especial as cenas de oba-oba. QUE CENAS. Esquentaria até as ruas do Canadá, não vou mentir. A autora soube conduzir todas sem que elas fossem o ponto central da história. Não é um pornô: é um romance com cenas de sexo. Isso é delicado de conseguir, há muitas histórias “hot” que fazem o oposto, são cenas de sexo com uma história como pano de fundo, o que dá a impressão de estarmos olhando roteiros de filmes do XVideos ou do PornTube, sabe?

A Cara, protagonista, é maravilhosa. Mulherão, artista competente, não tem papas na língua e corre atrás do que quer. Adoro esse tipo de personagem feminina forte, ciente do que deseja e de quem deseja.

Derek também é um personagem incrível, mas infelizmente eu associei ele ao dono do NY Ink, então não consigo pensar “uau, que sapão”, e eu adoooro pensar “uau, que sapão” quando vou ler um romance. Não vou mostrar foto do cara para ninguém associar também, então deixo o dreamcast gato que a autora Ivanka Majewski criou:

 

Dreamcast Ink me

 

Viram? O Derek é mó sapão. Adoro.

Outro ponto alto do livro é o desenvolvimento e carisma dos personagens. Eu fui extrema com todos eles: quis socar uns, beijar outros, berrar com terceiros e jogar alguns na frente de um ônibus. Mas, principalmente, eu senti a evolução deles. O amadurecimento, as mudanças de ideias, de desejos. E conseguir isso é algo difícil em muitos livros, ao menos para mim. Nem sempre rola empatia com os personagens, sabe?

O que eu poderia dizer de errado em Ink Me é sobre o tamanho dele. Não é que eu não goste de livro grande, imagina, se for bom, eu leio um livro de milhõõõões (Sr. K feelings) de páginas. O problema, para mim, é que Ink Me deveria ser uma duologia, não um oneshot. Desse modo, seria possível uma pausa, um respiro e aí sim, vamos que vamos.

Um detalhe que algumas pessoas talvez não gostem é a questão da ausência de um romancezão, no sentido flores e velas e vinho e sei lá o que mais. Por exemplo, dei uma olhada nas avaliações da Amazon e vi uma leitora dizendo que o casal era frio. Olha, se for frio porque o Canadá é um país geladão, beleza. Mas não achei nada de frio neles. Nem romanticamente nem sexualmente. Acho que há leitores muito acostumados com declarações longas e babadas, por isso há estranhamento quando dão de cara com um casal de tatuadores durões. Eu me identifico muito com isso, não sou melosa, não sou de ficar de nhé-nhé-nhé (não que eu tenha algo contra isso, viram? Cada casal que faça o que bem entender, pelo amor de Deus), então achei o casal totalmente normal, quis até tomar um chá gelado (ou quente, Canadá, né?) com eles.

Aliás, pensando bem, essa suposta “frieza” do casal foi uma das coisas que eu mais curti no livro. Eu costumo pular cenas de casais que falam em tatibitate nas declarações finais do livro. Não sei lidar, me dá um tédio, meus olhos reviram tanto, que eu vejo a cor do meu cérebro. Não tive esse problema em Ink Me, mas isso não torna o livro menos envolvente, caso você esteja procurando romance. A dose só é diferente, só isso, mas não diminui o que os personagens podem sentir um pelo outro.

Ink Me é recomendado para diversos tipos de leitores: os que esperam cenas de sexo potentes, os que querem um casal não muito convencional, os que amam tatuagens (opa, presente!!), os que gostam de mocinho orgulhoso e durão e os que gostam de um livro muito bem escrito. Vai por mim, se você se encaixa em um desses, Ink Me te espera na Amazon.

 

Ink Me 1

 

Título: Ink me: Paixão Marcada à Tinta
Autor: Ivanka Majewski
Formato: e-book (https://www.amazon.com.br/dp/B01IQ8ELJ8)
Ano de copyright: 2016
Número de páginas: 319
Edição: 1
ASIN: B01IQ8ELJ8



Revisora, autora, embaixadora do Wattpad, professora de português, Kindle-lover, apaixonada por livros indies, autores nacionais, Kimbra, 30STM, Brandon Jay McLaren e RuPaul's Drag Race. Escrevia sob o pseudônimo de Sissy Walker, mas decidiu sair do armário e assumir a autoria de seu primeiro romance, "Lena - Abrindo as Asas".