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O manuscrito, de Chris Pavone, é cansativo e entediante

Quando o manuscrito de uma biografia que pode destruir uma figura americana importante e política é enviado para a agente literária Isabel Reed, um agente da CIA (sob a ordem de quem quer a destruição deste manuscrito) fará de tudo para impedir a publicação do livro. Portanto, Isabel (e quem mais colocar a mão em qualquer cópia desse manuscrito) precisa correr para salvar a própria vida.

 

Eu não tenho muita coisa para falar sobre este livro. Ele me cansou tanto que só de pensar em escrever sobre ele eu tenho a impressão que vesti um chapéu de cimento.

 

O enredo de O Manuscrito é muito bom! A história é contada junto com algumas partes do manuscrito espalhadas pelo livro, porém o autor Chris Pavone colocou muita coisa desnecessária. Muita mesmo! O autor começa a falar de um personagem e relembra um acontecimento remoto (e nada relevante na história do livro). Mas o Pavone usa umas 10 páginas para tais recordações que ele poderia escrever em 3 parágrafos. O pior é que o livro está repleto de partes assim, e eu fiquei tão cansado lendo este livro que, no final, quis correr para acabar com ele de uma vez. Creio que se Chris Pavone fosse cortar as partes desnecessárias do seu livro (“mate seus queridinhos”, como falou Stephen King em Sobre a Escrita) o número de páginas cairia em 40%.

 

Porém, eu ainda esperava algo do final. E que decepção! O final é muito morno, assim como todas as partes de ação o são.

 

O Manuscrito não é o pior livro que li este ano (creio que nada pode superar O Último Segredo nesse quesito). Porém eu não aconselho vocês a lê-lo, a não ser que tenham insônia e precisem desesperadamente de um sonífero.

Ficha técnica:

Título: O Manuscrito
Título original: The Accident
Autor: Chris Pavone
Editora: Arqueiro
Formato: Brochura
Edição: 1º
Ano de copyright: 2014
Ano da edição: 2015
Número de páginas: 336
Tradução: Maria Luiza Newlands
ISBN: 978-85-8041-446-2



Raniere Sofia, 33 anos, criador da Encontros Literários, leonino, nascido em Angra dos Reis, morador do Rio de Janeiro, vascaíno, escritor, estudante de Estatística na UERJ, fã de Stephen King, Tolkien, Star Wars, Marvel, C.S. Lewis, Douglas Adams, e Doctor Who (começou a acompanhar a série clássica em 2014). Leitor compulsivo e cinéfilo.