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Quem sobreviveu em 1980 em O Voo da Libélula?

Em 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a Suíça e a França matando todos os seus passageiros. Todos, menos uma: um bebê de três meses. No voo existiam dois bebês da mesma idade e ambos do sexo feminino. Um bebê era de uma família e abastada, o outro de uma família pobre e, como na época não existia exame de DNA, ambas famílias entraram em uma disputa judicial pela guarda da criança. A disputa acaba sendo resolvida, mas a identidade da criança continua incerta, e um detetive particular é contratado para solucionar o caso.

 

A investigação vai até 1998!

 

Vocês, assim como eu, podem pensar: “Mas o exame de DNA foi criado no início da década de 90. Por que eles não fizeram o exame com as duas famílias e solucionaram o caso de uma vez?”. Seria fácil assim, não? Porém, por uma razão que eu não contarei aqui, tal exame não adianta de nada. E o motivo é perfeitamente lógico!

 

Este é parte do enredo de O Voo da Libélula, livro de Michael Bussi, que terá, inclusive, sua história adaptada para os cinemas. Contada a partir de duas perspectivas diferentes, o livro consegue prender o leitor em uma trama muito bem construída. A história demora a pegar ritmo, mas os acontecimentos são bem costurados, e o leitor não se sente, em nenhum momento, enganado.

 

A primeira perspectiva que temos neste livro é o presente, onde o protagonista Marc Vitral tenta seguir os passos de sua possível irmã, Lylie, que fica transtornada quando lê o diário do detetive particular Crédule Grand-Duc. Lylie deixa implícito que fará algo arriscado, e Marc, preocupado, tenta achá-la. Durante sua busca, Marc vai lendo o diário, onde fica nossa segunda perspectiva: o relato de Grand-Duc, escrito durante os quase 18 anos de investigação.

 

Crédulo Grand-Duc tinha até o aniversário de 18 anos de Lylie para descobrir sua real identidade. Minutos antes de o prazo acabar, Crédule, decepcionado por não ter conseguido solucionar o caso, resolve tirar a própria vida em cima do jornal onde foi noticiada, na época, a queda do avião. Porém, ao olhar para este jornal, Crédule encontra uma pista que só poderia ser vista anos depois e desiste do suicídio, mas é assassinado em seguida.

 

Apesar do enredo ser bem construído e interessante, os personagens de O Voo da Libélula são fracos e pouco carismáticos. Só senti empatia por uma única personagem: Malvina de Carville, outra suposta irmã de Lylie. Mesmo assim, O Voo da Libélula não é um livro ruim, e sua história tem o poder de prender um fã de mistério até o seu surpreendente final

 

Nota: Carol Rodrigues, editora e resenhista da Encontros Literários, tentou ler O Voo da Libélula e não conseguiu. Segundo ela, o livro não faz o seu estilo e a falta de ritmo no começo da obra a cansou. Mesmo assim, a trama a intrigou, e Carol, após eu terminar de ler o livro, me perturbou por horas a fio para que eu fizesse um resumo completo do livro, do início ao fim.

FICHA TÉCNICA:

Título: O Voo da Libélula
Título Original: Us Avion Sans Elle
Autor: Michel Bussi
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 400
Capa: Brochura
Tradução: Fernanda Abreu
Idioma: Português
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-8041-366-3



Raniere Sofia, 33 anos, criador da Encontros Literários, leonino, nascido em Angra dos Reis, morador do Rio de Janeiro, vascaíno, escritor, estudante de Estatística na UERJ, fã de Stephen King, Tolkien, Star Wars, Marvel, C.S. Lewis, Douglas Adams, e Doctor Who (começou a acompanhar a série clássica em 2014). Leitor compulsivo e cinéfilo.