full screen background image
dna9

Todo o humor ácido de Douglas Adams em Agência de Investigação Holística Dirk Gently

“Um colossal épico cômico musical romântico policial de horror sobre viagens no tempo, fantasmas e detetives.” — Douglas Adams

Acharam esta frase exagerada? Pois ela descreve exatamente o livro Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently, de Douglas Adams, o célebre autor do Guia do Mochileiro das Galáxias (se você não conhece esta “trilogia de cinco”, deveria se envergonhar e lê-la o mais rápido possível). Para facilitar a compreensão da descrição de Adams, vamos falar sobre o enredo deste livro (sem spoilers, eu juro! Vou me ater à contracapa do livro):

Nesta comédia extremamente sarcástica, irônica e debochada, Richard MacDuff é um engenheiro de computação excêntrico, que namora Susan Way, a irmã de seu chefe (também excêntrico). Após, tentando consertar um erro que cometeu com sua namorada e salvar seu relacionamento, Richard acaba enviando para secretária eletrônica de Susan uma mensagem que pode piorar sua situação. Ao se dar conta do próprio erro, Richard resolve fazer a coisa mais lógica possível: escalar o apartamento de Susan e roubar a fita com a gravação de sua mensagem. agencia-de-investigacoes-holisticas-dirk-gently-douglas-adams-editora-arqueiroAntigo colega de faculdade de Richard, o detetive vigarista Dirk Gently, acaba avistando-o acidentalmente, enquanto bisbilhotava a vizinhança com um binóculo, e resolve ajudá-lo. Porém, acaba descobrindo uma conexão com a atitude de Richard e o assassinato recente de seu chefe e cunhado, Gordon Way. Os personagens, então, acabam se envolvendo numa trama policial que envolve viagens no tempo, o fantasma de Gordon Way (QUE HORROR!) e o programa de computador criado por Richard, que gera gráficos musicais (e que não tem relevância alguma na história).

Como podem ver: é cômico, musical, romântico, policial,  e tem horror, viagens no tempo, fantasma e detetive. Mas por que “colossal épico”? Porque sim!

Assim como no Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams debocha de diversas questões culturalmente enraizadas na sociedade (como a religião), da polícia inglesa, dos títulos ostentados pelas pessoas, das instituições de ensino, etc., em Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently. Com descrições competentes e várias comparações esdrúxulas (como comparar o jeito de andar de um personagem ao de uma “garça ofendida” — como diabos uma garça ofendida anda??? Como diabos uma garça ofendida se parece (além de se parecer com uma garça)??? — Adams escreve um “colossal épico” com personagens bem cativantes (o que esperar do autor que criou Zaphod Beeblebrox e Arthur Dent?), um enredo complexo, com vários pequenos detalhes importantes espalhados por todas as suas páginas, e um humor deliciosamente ácido. Algumas piadas o leitor só consegue entender horas depois da leitura, quando está fazendo alguma coisa qualquer e a lembrança do trecho do livro vem à sua mente. Portanto, você que vai ler este livro, esteja preparado para um ataque de riso aleatório na rua, em uma entrevista de emprego ou em uma reunião com seu chefe.

É desnecessário dizer que Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently é indispensável para todos os fãs de Douglas Adams. É o mesmo que dizer para você, mochileiro, para nunca se esquecer de sua toalha, ou alertá-lo para nunca escutar um poema Vogon (a não ser que você goste de agonizar sofrendo a pior tortura do Universo). Na verdade, este parágrafo inteiro foi desnecessário e inútil, pois eu falei apenas o que não precisava ser dito.

 

FICHA TÉCNICA:

Título: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently
Título original: Dirk Gently’s Holistic Detective Agency
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 240
Capa: Brochura
Idioma: Português
Tradução: Fabiano Morais
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-8041-395-3



Raniere Sofia, 33 anos, criador da Encontros Literários, leonino, nascido em Angra dos Reis, morador do Rio de Janeiro, vascaíno, escritor, estudante de Estatística na UERJ, fã de Stephen King, Tolkien, Star Wars, Marvel, C.S. Lewis, Douglas Adams, e Doctor Who (começou a acompanhar a série clássica em 2014). Leitor compulsivo e cinéfilo.


  • Cleson

    Cara, parece um livro interessante, acho que vou por na minha lista. Eu nunca li o guia do mochileiro, até ganhei o primeiro de uma amiga, mas não li ainda porque achei o filme um saco, então fiquei sem muita vontade de ler. Mas um dia conserto essa lacuna na minha vida nerd. hehehe

    http://papirodigital.com/

    • Rapaz, você precisa ler! eu achei o filme muito aquém da qualidade dos livros.
      Leia também “E tem outra coisa…”, o sexto livro da série do Guia (uma espécie de homenagem) escrito por Eoin Colfer, e “O Salmão da Dúvida”, um livro póstumo, onde você lerá depoimentos do Douglas Adams, transcrições de palestras que ele deu e cartas, um conto inédito estrelado por Zaphod Beeblebrox e onze capítulos de um livro do dirk Gently que Adams estava escrevendo quando faleceu. 😀

    • LEIA!!!! É sério, o Guia é maravilhoso. Apenas não entre em pânico. :p rsrs

  • Pingback: Deliciosamente Aleatório()