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Três amigos, um pacto e um demônio libertado

Caleb, Fox e Gage fizeram um pacto aos 10 anos. Nascidos no mesmo dia do mesmo mês do mesmo ano, eles saíram no dia do aniversário em direção à floresta Hawkins. Era para ser apenas uma noite de rebeldia. Para os pais, eles estavam indo acampar. Mas na realidade, eles estavam indo provar do proibido: beber, fumar, nadar no lago mal-assombrado. Embora a diferença entre eles fosse clara (Cal de classe média, Fox filho de hippies, Gage filho de um bêbado), eram todos ingênuos e só queriam se divertir.

Dessa forma, desbravando a floresta no meio da noite, eles chegam à misteriosa Pedra Pagã e decidem fazer um pacto de irmandade. Eles só não imaginavam que a união daqueles três exatos sangues abriria as portas para o demônio. Naquela noite, os três amigos libertaram o mal.

A cada 7 anos, a cidade enlouquece. Por 7 dias no mês de julho, o número de assassinatos e suicídios aumenta drasticamente. Ninguém está seguro. O mal percorre Hawkins Hollow nesse período, criando desavenças e trazendo o inferno à Terra.

 

– Nós nascemos dez anos atrás, na mesma noite, na mesma hora, no mesmo ano. Somos irmãos. Na Pedra Pagã juramos lealdade, verdade e fraternidade. Misturamos aqui nosso sangue.

 

Vinte e um anos depois do pacto, Caleb é responsável por gerenciar os empreendimentos da família, como o boliche da cidade, Fox é advogado, e Gage é basicamente um nômade, nunca parando no mesmo lugar. Os três continuaram amigos depois de todo esse tempo, até porque necessitavam um do outro. Quando a época se aproximava, eles tinham pesadelos, viam o que não existia, viviam em meio à realidade e a ilusão, o demônio sempre tentando mexer com suas cabeças. Mas graças à união, eles aprenderam a ser fortes e reconhecer o que era de verdade e o que não era. Além disso, eles não saíram os mesmos daquela floresta. Cal, que usava óculos, saiu com a visão curada. Eles sentiam dor, mas se curavam muito mais rápido do que qualquer ser humano. Cada um deles também possuía o poder de ver o passado, presente e futuro. Infelizmente, o futuro não lhes dava as respostas que precisavam, mas o passado fornecia informações que os auxiliariam a encontrar a razão para tudo aquilo. Principalmente com a chegada de Quinn.

Quinn é uma escritora que se interessa pelo sobrenatural. Possuindo um extenso histórico de pesquisas na área, ela acredita que Hawkins Hollow vá lhe render uma ótima história, mas acaba por descobrir que não foi parar na cidade à toa. Ela está diretamente envolvida com os antepassados que uma vez aprisionaram o demônio, assim como Layla, uma Nova yorkina que é conduzida a ir à cidade e enxerga as mesmas coisas estranhas que os outros, e Cybil, amiga de Quinn.

 

– Era um demônio – disse Cal. – E nós o libertamos.

– Droga – Gage olhou para a floresta escura. – Feliz aniversário para nós.

 

Três mulheres, três homens e um cachorro. Seis pessoas distintas que, por algum motivo, são mais fortes juntos. Seis pessoas que buscam por respostas e lutam contra o mal. Seis pessoas que vão acabar por descobrir que sua história juntos vem de tempos.

 

Quando li a sinopse do livro, fiquei curiosa, mas ao mesmo tempo me perguntando se ia gostar mesmo. Já  havia lido Quarteto das Noivas da autora, uma série que me conquistou fácil, e a trilogia A Pousada, que não curti nem um pouco. Nora pecou nos dois casos, tornando a narrativa cansativa por ser mais extensa do que o necessário, então temi que isso acontecesse com a trilogia A Sina do Sete também. Imaginem só a minha felicidade ao encontrar um livro objetivo e completamente envolvente.

Em Irmãos de Sangue, Nora Roberts nos traz uma história mesclada entre o sobrenatural e romance. O mistério predomina todas as páginas, deixando o leitor ávido por respostas, pela conexão entre os personagens, e pela sobrevivência deles. A obra possui terror em alguns aspectos, portanto confesso que pros mais fracos, não é uma leitura que eu indicaria. É um livro que fala sobre fantasmas e demônios, e embora não sejam cenas a la Stephen King, os que não são fãs do gênero não ficariam contentes em se deparar com esses elementos, por isso já estou avisando. O SK inclusive é citado no livro, o que eu achei bem legal.

Todos os personagens são bem carismáticos, e a gente torce fácil pelo casal sendo formado. A narrativa é em terceira pessoa, mas nesse primeiro volume temos foco maior no Cal. As últimas páginas contam com o prólogo e primeiro capítulo do segundo volume, e já dá pra perceber que o foco da vez é em Fox. A edição da Arqueiro está sensacional, e já temos os nomes dos volumes seguintes: A maldição Hollow e A pedra pagã. E eu aqui estou mega ansiosa para lê-los!



Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo ou ouvindo música.