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“Uma Curva no Tempo” – E se fosse possível ter uma segunda chance?

Uma curva no tempo já começa impactante. Rachel tem sua vida nos eixos ao lado do namorado Matt e dos melhores amigos Jimmy e Sarah, além de Phil, Cathy e Trevor que também faziam parte do grupo, mas enfim havia chegado o dia em que o destino os separaria. Cada um ia seguir caminhos diferentes indo pra faculdade, então marcaram um dia para se reunir pela última vez. Eles só não imaginavam que fosse ser uma despedida tão trágica.

Foi naquele dia que Jimmy morreu salvando a vida de Rachel. E esse acidente tornaria a se repetir na mente de Rachel 5 anos depois, quando é convidada pro casamento de Sarah. A ideia de voltar à sua cidade natal é péssima; Rachel construíra outra vida, se afastando o máximo possível das pessoas e do lugar que traziam lembranças tão dolorosas. Jimmy fora seu melhor amigo desde que se conhecia por gente, e sua perda desestabilizou Rachel por completo, além de ter dado a ela uma baita cicatriz no rosto que atraía olhares de pena.

Ao retornar, Rachel percebe que o acidente destruiu o espírito de seu pai também, que estava ficando cada vez mais doente, enquanto os velhos amigos de Rachel transbordavam de felicidade por suas conquistas. E observá-los daquela forma machucava tanto, como se estivesse faltando algo, alguém naquela mesa. Ela só não imaginava que naquela mesma noite outro acidente poderia transportá-la pra uma realidade alternativa. Ou estaria ela sonhando?

Após acordar, Rachel se depara com diversos detalhes diferentes; nada parecia bater, desde a fisionomia saudável de seu pai até Matt, que dizia ser seu noivo. E Jimmy estava vivo. Podia mesmo aquilo ser real? Ela não teria só caído de cabeça no chão e ficado completamente insana? Ou será que ela havia ganhado uma segunda chance?

Ali, eu enfim descobria a única vantagem de ter amnésia: não havia sofrimento em embalar as coisas de uma vida da qual não nos lembrávamos, não havia arrependimento quando não estávamos deixando nenhuma recordação para trás.

Esse livro é uma avalanche de emoções. Logo o início é sofredor, a autora apresenta a amizade de Rachel e Jimmy com uma singularidade que nós simpatizamos com os personagens logo de cara, dá pra sentir o quanto aquela amizade é verdadeira, o que significam um pro outro, então o acidente é um baque, o leitor fica chocado mesmo sabendo que o desastre ia acontecer.

É inevitável parar e refletir com esse livro sobre o que somos. Sobre quem amamos. Sobre quem está presente constantemente nas horas em que necessitamos. Sobre quem queremos nos tornar. Sobre os nossos defeitos, os erros que cometemos. Sobre perdoar a si mesmo. Sobre abraçar as oportunidades que surgem sem pensar duas vezes antes que desapareçam.

A escrita da autora é leve e com um toque que deve ser até feitiço de tão envolvente que a leitura se torna. O conteúdo da história em si é pequeno, mas passa o essencial para compreendermos o significado da trama. Os conflitos na mente de Rachel também são interessantes, nos faz duvidar se é sonho ou realidade, criar teorias. O final é emocionante e surpreendente, só pra me fazer amar mais um pouquinho esse livro lindo e incrível!

 

FICHA TÉCNICA:

Título: Uma Curva no Tempo
Título Original: Fractured
Autora: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 256
Tradução: Raquel Zampil
Idioma: Português
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-8041-414-1

 



Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo ou ouvindo música.