full screen background image
e-viveram-felizes-para-sempre

E os Bridgertons se despedem com chave de ouro

 

Os Bridgertons foi a primeira série de romance de época que eu li. Anos atrás, tomando café com uma amiga, ela me contou sobre a série com um entusiasmo contagiante. Eu nunca havia lido nada do gênero, e tampouco me chamava a atenção, por achar que a narrativa seria exaustiva devido ao palavreado da época. E qual é a minha surpresa quando me deparo com algo totalmente diferente do que eu estava esperando?

Os Bridgertons é simplesmente mágico. Foi a série que me encantou e me introduziu no mundo da aristocracia. Acho que todo mundo já ao menos ouviu falar sobre a família Bridgerton, mas eu posso apresentá-los a vocês.

Violet Ledger se casou com Edmund Bridgerton e teve oito filhos: Daphne, Anthony, Benedict, Colin, Eloise, Francesca, George e Hyancith. A série, portanto, é composta por oito livros, e conta a história individual de cada filho. Seus hábitos, sua personalidade, seu amadurecimento e, principalmente, como eles conheceram o amor. Por oito volumes, nós acompanhamos os filhos de Violet aprontando, criando confusão, sendo peculiares no meio da sociedade, e nos envolvendo com romances de suspirar.

Eu honestamente não sabia da existência de um nono volume, e fiquei tanto surpresa quanto receosa ao ver o lançamento da editora Arqueiro. Será que era realmente necessário um volume extra? Afinal, todas as histórias tiveram o seu final concreto, sem deixar pontas abertas. Por um momento, imaginei que E viveram felizes para sempre fosse a história de Violet, que nunca fora contada, mas não.

Para o nono volume, Julia Quinn nos presenteou com o que todo leitor deseja. Saber o que aconteceu depois com os nossos personagens. Ela escreveu o que foi chamado de segundo epílogo. Julia atendeu à curiosidade dos leitores relacionado à cada personagem, e trouxe mais um pouco dos Bridgertons pra gente, dividindo os capítulos por volume, na ordem em que foram lançados. Cada conto tem em torno de 25 páginas e, embora não acrescente grandes coisas à história em si, é uma forma magnífica de matar a saudade da família.

Pra começar, nós temos o segundo epílogo de O Duque e Eu. No livro, ficou a pendência de saber o que havia nas cartas que o pai de Simon escrevera pra ele. Qual será o grande motivo que o fará ler, então? E o que de tão misterioso há nas cartas? Ao mesmo tempo, Daphne recebe a visita do irmão Colin e de sua cunhada Penelope, e descobre estar grávida novamente, aos 41 anos, depois de 4 filhos.

Em O Visconde que me amava, os Bridgertons se reúnem para jogar Pall Mall, e foi uma das cenas preferidas dos leitores, então no epílogo, eles se juntam novamente para uma nova partida, e o mais engraçado é como Anthony e Kate são competitivos, mesmo sendo marido e mulher.

Em Um Perfeito Cavalheiro, Benedict encontra o amor em Sophie, e no epílogo, Sophie resolve ir em busca de um par para Posy, que ajudou tanto o casal. Achei o conto e a forma como se apaixonaram rápida demais, mas compreensível devido ao número de páginas.

Em Os Segredos de Colin Bridgerton, é revelado quem sua esposa, Penelope, é de verdade, mas Eloise Bridgerton, sua melhor amiga, deixou a cidade antes que Penelope tivesse a chance de contar a ela seu segredo, então no epílogo, nós vemos a reação de Eloise.

Em Para Sir Philip, Com Amor, Eloise teve de domar Oliver e Amanda Crane, filhos gêmeos de Sir Philip Crane. Era de se esperar que eles crescessem arteiros como eram quando crianças, mas no epílogo, conhecemos uma Amanda crescida e doce. É a única história narrada em primeira pessoa, e fiquei desejando um volume exclusivo para a Amanda e o desenvolvimento de sua relação com Charles Bougham. A quem eu quero enganar? Violet teve 33 netos, é lógico que eu quero saber a história de exatamente cada um deles!

Em O Conde Enfeitiçado, ficou a dúvida se Francesca e Michael conseguiram ter filhos, e o epílogo nos responde a questão.

Em Um Beijo Inesquecível, Isabella, filha de Hyancith e Gareth encontra os diamantes que a mãe tanto procurava, mas não conta aos pais, mas como os leitores reclamaram bastante sobre a decisão de Isabella, no epílogo, Julia resolveu que Hyancith teria o que desejava.

Em A Caminho do Altar, ficou a curiosidade sobre qual nome Gregory e Lucy tinham dado aos seus nove filhos, e o epílogo nos conta, a partir do último nascimento, então também temos um pouquinho da presença de cada filho deles no conto.

Por fim, e pra mim o mais especial, Julia escreveu O Florescer de Violet, um epílogo que conta a história de Violet e Edmund. Como nós sabemos desde o primeiro volume como Edmund morre, e depois de ler a história incrível e emocionante da família que eles criaram, nós lemos o conto com o coração na mão. Admito que não consegui segurar o choro. Foi tão lindo ver todos os filhos crescidos, seguindo suas próprias vidas, cheios de filhos, dando sequência à geração, e sempre unidos, presentes na vida um do outro.

Não tenho palavras pra explicar como esse nono volume foi importante. Os epílogos não são relacionados um com o outro, então a ordem cronológica dos eventos varia, por isso é preciso prestar atenção. E Viveram Felizes Para Sempre é o desfecho perfeito para um romance de época. Transmite alegria, harmonia, amizade, amor, e paz ao leitor. Obrigada, Julia, pela chance de compartilharmos mais um pouquinho da felicidade desses personagens incríveis.

 

FICHA TÉCNICA:

Título: E Viveram Felizes Para Sempre
Título Original: Happily Ever After
Autora: Julia Quinn
Série: Os Bridgertons – #9
Editora: Arqueiro
Formato: Brochura
Edição: 1
Ano de edição traduzida: 2016
Número de páginas: 256
ISBN: 9788580416374



Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo ou ouvindo música.